AAAH, uma atualização! SURPRESA! O DEBAI não morreu, ou pelo menos ainda não. Peço desculpas pelo sumiço e prometo aparecer por aqui mais vezes, ou pelo menos com uma frequência mais perto da decência (aliás, ainda tem alguém aí?). E hoje vou escrever um pouco sobre o porquê desse tempo todo sem posts. Ok, parte é preguiça, parte é bloqueio, parte é procrastinação, mas parte são essas aulas americanas, que não são pouca coisa. Como eu vi que ainda não escrevi nada sobre a NYU em si, acho que cabe falar um pouco sobre como é essa college life yankee.
Vista surpresa que eu achei no nono andar de um dos prédios da NYU
A maioria dos prédios da universidade fica ao redor dessa praça da foto, transformando a área numa espécie de campus, coisa que a NYU não tem. Não sei se para tentar se redimir disso ou só porque eles têm muita grana pra gastar, a maioria dos prédios tem áreas comuns cheias de sofás e lugares pra galera socializar, estudar, dormir, e outras coisas que todo universitário adora fazer nos intervalos.
Mas calma. Intervalos? NOT! Horário de almoço não existe pra eles, e algumas das minhas aulas vão das 11h às 13h45. Mas o máximo de créditos para cada semestre é 16, então cada um dá um jeito de rearranjar o relógio biológico e customizar os horários das refeições. E para quem acha que 16 créditos é pouca coisa (tipo eu antes de começar a ter aulas), saiba disso: 16 créditos de aulas que realmente exigem trabalho e leitura não é pouca coisa. E newsflash: AS PESSOAS REALMENTE LEEM.
A biblioteca gigantesca deles está aberta 24 horas, 7 dias por semana (conheço quem já dormiu lá depois de festa e reza a lenda que um aluno morou nela por um ano). Nos finais de semana alguns prédios ficam abertos para as pessoas usarem as áreas comuns, e eu já testemunhei pessoas estudando na common area do meu dormroom as 3 da manhã de um sábado. E aí fica mais claro como esses alunos são tão inteligentes e informados. Nas aulas, todo mundo fala e dá a opinião sobre as leituras. Não ler e tentar se camuflar num canto não é bem uma opção, a não ser nas aulas com mais de 60 alunos - mas mesmos essas tem horários administrados por mestrandos, com turmas menores.
É lógico que o meu eu procrastinador não morreu e coisas como descobrir que tenho dois dias pra ler 600 páginas de Tom Wolfe acontecem, mas eu tenho que dizer que eu adoro (quase todas) as minhas aulas. Em uma delas, Issues in Covering the Middle East, estou estudando história atual do Oriente Médio com um cara que já cobriu o Oriente Médio, o que é sempre bom num jornalista (fica a dica pra aula de Jornalismo Internacional da UFSC). Em outra chamada Cities in a Global Context, eu tenho que admitir que ainda não entendi direito o que a gente está fazendo, mas é interessante na maioria das vezes (começarei um livro em inglês sobre São Paulo essa semana... pois é). Numa chamada Storied New York, estamos basicamente aprendendo a história da cidade e como escrever sobre ela através de textos, reportagens e livros sobre NY. E o professor é genial: escreveu um dos roteiros de New York I love you e começa aulas falando coisas como "Então ontem eu estava jantando com o editor da New Yorker e...". E os meus últimos quatro créditos são ministrados por um escritor chamado James McBride, que na primeira aula separou a turma em pares, me entregou um balde e uma esponja e disse "Saiam, arranjem o que fazer com essas coisas, conversem e na volta vocês vão escrever um sobre o outro". Ah, e essa aula envolve ler em voz alta para a turma inteira os textos que a gente escreve. Pavor imenso? Sempre, mas vale a pena.
Enfim, isso é um pouco da minha rotina acadêmica, que também envolve coisas mais lights, como ir no cinema de graça ver os filmes indicados ao Oscar, num programa patrocinado pelo meu dormroom, ou ir comer torta no horário da aula como parte do assignment.
Bonus Pictures:
O que é aquela coisa que parece um centro de recrutamento do exército americano no meio da Times Square? Ah, é um centro de recrutamento do exército americano no meio da Times Square. WTH? E eles têm propagandas enormes e épicas antes dos trailers no cinema. Me diz por que tentar recrutar pessoas pra GUERRA em lugares onde a) só tem turista b) as pessoas estão de fato se divertindo?
Arte legal no Museu de Arte Moderna, que é de graça na sexta-feira depois das 16h! Lá também eu vi a exposição do Tim Burton (que infelizmente não deixava tirar fotos) e vou dizer uma coisa: ele já era louco e genial desde criança. E é oficialmente the coolest person alive hoje em dia. Queria muito ter tirado foto de uma carta do Tim Burton pro Johnny Depp falando "So I was thinking that Willy Wonka could say 'Everything in this room is edible. Even I am edible, but that is cannibalism, children, and it's not accepted in most cultures'. What do you think?"

3 Response to Notas sobre a universidade americana
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:~
Tá e como surgem coisas como esta? http://www.youtube.com/watch?v=BhTZ_tgMUdo&feature=related
de resto INVEJAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
Não minha universidade não é tão cool. Todos estão cansados de saber que eu nasci para morar em NY, mas não posso dizer que aqui tá ruim.... porque você sabe: é um monumento aqui, outro museu ali, fim de semana na grécia por 9 euros, outro cara gatobarbudosujinho acolá...
só estariamos melhor se juntássemos tudo!
HAHAHAHA NÉ?
calma que tem muita gente burra por aqui também. confundir Áustria com Austrália e achar que a gente fala espanhol estão entre os erros mais comuns, mas ok...
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