
I’m going to burn this city, burn this city
Dia 19 de março é dia de São José, aquele, o pai do Jesus que não é o Luz. Além de comemorar o dia dos pais, a Espanha inteira liga a TV pra ver as famosas Fallas de Valência. Me disseram que essa é a segunda maior festa de rua do mundo (perdendo apenas para o carnaval do Brasil). Então, rezando para que passasse longe de ser como o carnaval, me joguei em uma excursão que saiu de Madrid na manhã do dia 19 e voltaria às 6:00 do dia seguinte. Isto mesmo, 40 ônibus (só os que foram comigo) indo para Valência passar a madrugada na rua.
(sem contar que eles, muito inteligentes, pararam todos ao mesmo tempo para supostamente podermos ir ao banheiro e comer alguma coisa) #FAIL
Com todos os pontos turísticos fechados por causa do feriado e o céu monocromaticamente cinza, conhecer a cidade terá que ficar para outra oportunidade. Durante a semana das Fallas tudo se resume ao centro da cidade. Um labirinto de ruas cruzadas que não passar mil vezes pela mesma rua é um desafio. Mas em cada esquina, lá estavam elas: las Fallas.
Eles até elegem um madrinha de bateria, as Falleras, que são mulheres escolhidas pra representar a Falla e ao final da queima choram pelo ano de glamour de miss que se acabou.


Foi hiper cansativo, mas valeu a pena. Sem dúvida é melhor do que axé – ou qualquer outro assassinato musical – entoando na cabeça pelas noites suadas do Brasil. Claro, que os espanhóis ainda precisam de uma lição brasileira de como se divertir em bando, mas a crença, a emoção e o entusiasmo que eles têm com suas tradições são de se admirar. Não sou boa o suficiente para explicar com palavras, então fiz um videozinho (tão de perto que sai bronzeada com o fogo) do momento exato da Cremá.
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Eu não fui a unica a viajar. Letícia está em sua Spring Break (isso é tão The O.C.)e foi se tornar uma criança mais completa na Disney. Fico aguardado um post bem inspirado.
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